
Canto o que escondo no peito,
Minha dor é quem me faz cantar.
O mar, eu tornei meu eleito,
É o único que me vê chorar!
Canto o que é a minha sorte,
Pobre alma no mundo esquecida!
Espero que me leve a morte,
No alívio de tal mágoa vivida.
Canto os caminhos que cruzei,
Os corpos que de alguém desejei,
Os momentos que tive de loucura!
Canto o que não sei mais cantar.
Sinto-me velha de tanto esperar,
Que cedam para mim a sepultura!
Minha dor é quem me faz cantar.
O mar, eu tornei meu eleito,
É o único que me vê chorar!
Canto o que é a minha sorte,
Pobre alma no mundo esquecida!
Espero que me leve a morte,
No alívio de tal mágoa vivida.
Canto os caminhos que cruzei,
Os corpos que de alguém desejei,
Os momentos que tive de loucura!
Canto o que não sei mais cantar.
Sinto-me velha de tanto esperar,
Que cedam para mim a sepultura!
Joana Filipa Bernardo